Archive for the Poesia Category

Partido da Revolução Institucionalizada (PRI)

Posted in Poesia with tags , , on 12/05/2013 by caioguilherme

Meu coração parou calado
sentindo em ti a paz da morte
eu estava vivo,
mas transbordava em sorte…
por ter te encontrado
por ter te amado
Amém.

Anúncios

Multidão

Posted in Poesia with tags , , , , on 04/04/2013 by caioguilherme

Todas as vozes

se resumiram

num canto

 

e logo

ele morreu

nos murmúrios do metrô…

Rasgar

Posted in Poesia with tags , , on 02/04/2013 by caioguilherme

Palavras rasgadas

não têm volta

não são versos.

Elas não deixam

Sentimentos

nem momentos.

São pequenas tragédias

Do dia a dia

rua sem saída do cotidiano.

No meio do dia

Posted in Poesia with tags , , , , on 29/01/2012 by caioguilherme

Emerge ao meio do dia

e grita no expediente,

palavra de efeito efervesente,

clamor de uma multidão de pobres almas humanas.

Mundanas e imundas,

que se sentam a mesa

e se sentem como reis num banquete de direitos inexistentes,

no drama indecente do lugar algum.

Utopia na terra…

eis o drama do nunca mais

Jamais.

Posted in Poesia with tags , , , , , on 04/02/2010 by caioguilherme

 

 

Em meio ao caos

toco seus seios

querendo a certeza

da continuidade.

 

Seu gosto e seu cheiro

dissipam o pensar,

dando espaço ao ser e fazer

infinitos.

 

Chamas vivas e eternas

enquanto duram,

diria Camões.

 

Ao contrário,

você etérea

dissolveu-se em meus dedos,

deixou a saudade

de seus seios.

 

Em meio ao caos,

grito o seu nome,

choro um universo,

mal feito e mal acabado

infinito e órfão

de toda, e qualquer, continuidade

de ti.

 

Posted in Poesia with tags , , , on 25/01/2010 by caioguilherme

 

 

Como em uma febre

ficou o dito pelo não dito

enquanto todos esqueciam

aquilo que estava escrito

 

Aonde estava

que nada foi visto

apesar de piscar

e encher o ambiente

com gargalhadas

bastante pesadas.

 

Ninguém nem pensava

que estava em frente

turvando o presente

apagando o passado

e rasurando o futuro.

 

Se correr, meu amigo, o bicho pega

– disse o ditado tão repetido –

só que se ficar, pior ainda,

o bicho come.

Posted in Poesia with tags , on 22/01/2010 by caioguilherme

Dois corpos formando um círculo

enquanto o universo derrete

em luz.

O passado que assombra

traduz

a nova língua do Mundo.

 

É fogo e gelo seco

fazendo fumaça na escuridão

ninguém quer dormir

enquanto a lua embala a maré.

 

Sinto algo mais

estamos todos sujos

menos vivos

o grupo sufoca o indivíduo,

a tela apaga a visão.

 

É preciso menos ego

dificil acertar a tal da dignidade.