Arquivo para Amor

Partido da Revolução Institucionalizada (PRI)

Posted in Poesia with tags , , on 12/05/2013 by caioguilherme

Meu coração parou calado
sentindo em ti a paz da morte
eu estava vivo,
mas transbordava em sorte…
por ter te encontrado
por ter te amado
Amém.

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Pedro Divino.

Posted in Conto with tags , , , , on 09/01/2011 by caioguilherme

Ela ofereceu um beijo de leve e partiu. Era o vento morrendo na esquina e levando algumas manchetes de jornal consigo. Pedro não conseguiu acreditar naquilo que estava acabando e soltou umas baforadas de mal estar, curtindo todas as vantagens que uma boa dose de auto piedade tinha para oferecer.

Situação clichê, entrou em um bar, pediu algo alcoólico, amargo e barato. O cheiro já era o suficiente para o fígado se retorcer de gordura e dor, mas bebeu assim mesmo e viu estrelas. A força da bebida logo pintou como uma bela desculpa para os olhos vermelhos e molhados. Pediu outra e outra dose, sentindo todos os problemas do Mundo se resolver, sabia que mais algumas iria descobrir desde a cura do câncer até os problemas de seu fictício coração.

E resolveu! Entre uma e outra uma boa dose de ânimo artificial entrou pela porta e ele se viu piscando para um solteirona que estava ao lado. Ela sorriu, Pedro sorriu e juntos foram para o banheiro dar uns amassos e – depois, quem sabe? – se conhecerem melhor. No geral a sensação foi melhor do que quando ganhou 20 reais na loteria, um espanto só.

Sem escutar o nome dela, Pedro a levou para casa dando um showzinho privado para o taxista que quase atropelou meia dúzia de pedestres estarrecidos. No meio da bagunça sentiu tocar seu celular, pela vibração sabia que era ela – aquela do começo da história – que lhe ligava, mas decidiu não atender, iria curtir uma vibe diferente naquela noite. Pedro negou seus laços divinos pela primeira vez.

Enquanto os soldados marchavam em direção a anônima solteirona o telefone do apartamento de Pedro tocou e tocou. Sabia que era ela pelo toque do telefone, mas estava atrapalhado em outros toques e não estava nem ai para atender. se ela quisesse que não tivesse ido, se ele quisesse que ele não tivesse bebido, pensou. Pedro negou seus laços divinos pela segunda vez.

Depois de tudo acabado, acordo desfeito, contrato rompido ele arrastou seu corpo acabado do quarto, para que a solteirona pudesse vestir seu corpo usado e descartado. Pedro requentou um café e não sabia o que fazer para acabar com a ressaca do corpo e da mente, tomar um engov ou dar um tiro na cabeça? Os grandes dilemas da humanidade pareciam nascer sempre das descobertas etílicas. Perdidos nesses devaneios, Pedro ouviu alguém bater na porta da cozinha e sabia que era ela. Se ela o quisesse tanto não deveria tê-lo largado, deixado que ele bebesse e se perdesse. Não, não iria atender e ainda daria um tapa na bunda da solteirona só para fazer uma desfeita moral. Assim o fez e foi ai que Pedro negou seus laços divinos pela terceira vez.

Pedro viveu longos dias sem ressaca e sem mulheres e todas as noites lia a bíblia se lamentando do amor que lhe abandonou.

 

8/01/2011 – Por Caio Fernandes

 

 

 

 

 

Get miles away

Posted in Conto with tags , , , , , , on 15/06/2010 by caioguilherme

Escrevi este texto no começo de 2008, gosto muito dele, mas a releitura que eu fiz hoje até me deixa um pouco envergonhado, pois é um texto meio imaturo… Mesmo assim,  tenho carinho e, apesar dos pesares, admito que o acho bastante bacana.

Get miles away.

Por: Caio Guilherme

Nossos carros estavam parados frente a frente naquele campo isolado. Demoramos algumas horas, dirigindo lado a lado, buscando um canto tranqüilo no qual pudéssemos nos encontrar e fazer o que devíamos fazer. Não queríamos que adolescentes, e seus hormônios a flor da pele, nos incomodassem com seus carros balançantes. O lugar era perfeito, tranqüilo, silencioso e, ainda por cima, nos apresentava um céu estrelado como raramente vemos nas cidades. Logo, algum casal excitado o descobriria e aquele refúgio ficaria perdido para sempre. Aquela noite, ao menos aquela noite, era nossa. As poucas árvores, a grama alta e cheirosa, as esparsas flores amarelas e as estrelas brilhantes, aquele cenário cinematográfico, era de nossa propriedade. Desliguei o meu farol, sendo imitado por ela. Sai do carro e caminhei em sua direção, com o chapéu surrado na mão e um sorriso meio bobo, correspondido por um olhar sedutor, molhado e feliz.
Toquei levemente suas mãos, como sempre fazia ao dar oi. Naquele dia em especial, ela correspondeu o toque, entrelaçando os dedos com os meus. Estranhei, era bom demais. Essas coisas geralmente não são assim, boas e fáceis. Na hora resolvi ignorar a voz em meu subconsciente e curtir o momento, pensar demais confunde e dá medo, com medo nada dá certo ou parece bom o bastante. Fiquei calado olhando-a até que ela apertou seu corpo contra o meu. A encostei na lataria do carro e começamos a nos beijar loucamente. Éramos como dois adolescentes de que tanto pensava mal, de hormônio a flor da pele, desejando, mais do que tudo, balançar o carro durante a noite toda. Éramos o casalzinho atrás de um canto escuro e discreto para economizar motel e eu pretendia aproveitar todas as vantagens daquilo.
Sua mão percorria meu corpo, procurando por algo. Eu cheguei a achar que ela estava em busca de meu coração. Tateando os músculos cansados e a pele cheia de gordura em busca do que fazia com que a amasse e a apartasse de maneira quase selvagem. Eu fazia o mesmo. O problema é que ela não procurava o mesmo que eu.
Em um último espasmo, ouvi o clique de minha arma. Ela deu alguns passos para trás, com a pistola apontada para mim. A olhei sem entender e tentei avançar. Um disparo passou renteao meu rosto , avisando que era melhor ficar parado.
“Vire-se”. – disse ela.
Eu não respondi e olhei de forma seca e apagada em busca de uma explicação.
Ela repetiu:
“Vire-se”.
“Se vai me matar. Faça frente a frente.” – falei cansado.
Ela baixou o rosto, mas não descansou a arma. Começava a chorar. Eu tentei avançar mais um pouco, mas ela recuou em resposta, levantando os olhos vermelhos para mim. Não consegui encará-los, baixei minha cabeça e me virei. Não encontrava forças para reagir.
Esperei ela pensar no que ia fazer. Mas não percebi a resposta. Quando ia me virar uma porrada acertou-me no cocuruto. Ela me acertara com a coronha da arma e eu apaguei instantaneamente.
Abri os olhos, não sei quanto tempo, depois. A boca estava seca e amarga. A nuca doía e parecia estar esmigalhada. Minha visão estava turva, ela acertara em cheio. Ainda de bruços arrastei um dos braços para o local do ferimento, havia sangrado bastante e de certo teria de tomar uns pontos. Nada com que não estivesse acostumado. O sangue já se coagulara, enroscando os fios do meu cabelo. Tudo indicava que dormi um pouquinho demais.
O meu carro estava lá, ainda. O dela desfez-se em marcas de pneu. Fiquei de joelhos e olhei os céus, que ódio estava sentindo. Levantei e cambaleei até meu carro, estava todo trancando. Procurei minhas chaves e não as achei. Senti que ia vomitar, mas prendi o ácido estomacal. Tirei uma garrafinha com uísque e tomei um gole. No pára-brisa do carro havia um pedaço de papel preso em uma pedra, grande o bastante para resistir a ação do vento. A bebida já estava tornando minha visão um pouco mais clara, mais objetiva. Li o papel e o abandonei no ar.
Ela havia levado as jóias embora e jogara minha chave pelo campo, “não muito longe do carro, para você não ter problemas…” dizia o bilhete. Não haveria problemas, era só quebrar a janela e fazer uma ligação direta, ela sabia. Bebi mais um gole e olhei o relógio. Ela deveria estar bem longe e eu gostava do meu chaveiro. Decidi esperar para procurar as tais chaves.
Me sentei apoiado numa das rodas do carro. Detetives não deveriam dormir com clientes, essa deveria ser a regra número um do manual da academia. E era. Pena que eu nunca obedecia às regras. Ela levara as jóias, me batera e sumira com minhas chaves. Que dia. Abri a carteira, havia dinheiro a mais. Ela pagou meus honorários. Não me senti realmente melhor. Minha boca só ficou mais amarga, minha cabeça só doeu mais.
Tomei outro gole do uísque, mas o cuspi, estava cansado daquilo. Sentei e olhei o céu.
Só me restava apreciar as estrelas, esperar o sol surgir e me lembrar daquele beijo, pensando em como seria bom ser um adolescente num carro balançante, num campo deserto e triste, aproveitando o calor de um outro corpo, perdido na escuridão da madrugada.
Tem coisas que são só para os jovens. Lembrei que tinha fósforo e cigarros, ascendi um, traguei e soltei a fumaça, esta parecia uma mulher dançando sob a luz das estrelas, parecia com ela.

FIM.

10 Poemas em Prosa (ou para ninguém reclamar que aqui não tem inovação.)

Posted in Poema em Prosa with tags , , , , , , , , , , , on 10/12/2009 by caioguilherme

10 Poemas em Prosa (ou para ninguém reclamar que aqui não tem inovação.)

Por: Caio Guilherme

I

Ontem um abraço suado. O ônibus nunca passa vazio. O celular castigando orelhas e ovinhos de codorna suando num boteco qualquer. Se eu fosse amigo do rei, compraria-me uma Pasárgada e não venderia bolovo.

II

Daria uma rosa para aquele dia. Do lado da minha casa queima uma fonte de luz colorida. Deixo essa cidade dizendo um nome, maldizendo um beijo e clamando por seu seio. Você me fecha a porta e me agarro num abraço perdido. Tudo cai de lado e digo “até amanhã”.

III

Agora cala e some. Ratinhos no escuro, tão bonitinhos, procurando um queijo. Num buraco da vida encontram um beijo. Lucilda gosta de goiabada e todos gostam de mim. Do que adianta as luzes apagadas se nada acende o meu bem querer. Fecha-se a porta e gatos emergem, mastigam e somem com os ratinhos lá do começo.

IV

 Tem-se uma nota esbranquiçada. Palavras de amor abandonadas na face da terra. Pela cusparada tomada dá-se a outra face do mundo. Perdão não se dá, pois é duro ter que pensar.

O duro, é trabalhar em silêncio. A face dessa Terra toda e tosca fede a ranho. o choro está ardendo.

V

Agora tem sabor de menta. Uns lábios de cigarro emprestado. As bitucas queimam a pele. Não mais beijar barangas. Orgulho ferido dói menos que pisão no pé. Sonho em desejo insatisfeito.

VI

Seu olhos brilham em fogos de artifício. Minha cidade era o caos. Sem você ela virou loucura. Saudades do chocolate que você mordeu. Saudades da sua mordida. Um cheiro e beijos nus na chuva. Te reencontrarei.

VII

Um cotovelo nunca é bonito. Ninguém se apaixona só pelos cotovelos. Quando se encontra um para beijar, belo, lindo e cheiroso, é puro milagre. Eis que você achou o amor verdadeiro.

VIII

Sua pança se encaixava na minha. Seu bumbum liso encaixava na minha mão, combinação perfeita. Bom de apertar. Alegria de tentação. Um bom dia era te encoxar enquanto nos beijávamos.

IX

Não existe verdade. Nem verdadeira paixão. Um gole de tequila, é um gole de tequila. E um beijo apaixonado é o melhor beijo do Mundo até o próximo beijo apaixonado. É que nem quando bebê anda, sorri e o cachorro trás uma bolinha atirada na boca. Tudo tem seu fim. Só resta a bituca. A bituca e fumaça.

O vento, no final das contas, leva tudo. Eu, você, a verdade e a ilusão.

X

Um girassol, o sol e nós dois a noite no terminal. Duro é embarcar para descer tão logo, já que sua mão é quente e o seu ombro gostoso. Melhor que isso, só se meus lábios tocassem os seus e você dissesse meu nome, sussurrasse em meus ouvidos. Ai, meu Deus, que me perco nesses olhos e não acho mais o caminho de casa.

Quando fizer um gol no futebol, vou correr em direção as câmeras e gritar seu nome. Se desse jeito não te ganhar, vai me restar virar um músico famoso e cantar uma música feita inspirada em você. Poesia é movimento, pena que eu canto tão mal…

Meu Bem

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on 21/11/2009 by caioguilherme

Meu Bem

por Caio guilherme

 

As coisas bonitas vem e vão. Algumas das coisas feias parecem que ficam para sempre. Duro bater em algumas portas e encontrá-las todas fechadas. Duro dar murros em ponta de facas, tentando sair de situações limites em que não há mais soluções.

Queria te dar uma rosa, um beijo, uma latinha de doce de leite. Te dizer “bom dia”, te ver sorrir e essas coisas todas. Queria que não fôssemos erros e desconhecidos, eternos desconhecidos, destinados ao perdido da memória. As coisas boas esvaziaram-se em desencontros e parece que só encontramos aquilo que tinha de ruim.

Portas fechadas. Janelas emperradas. Fantasmas. Não gosto nenhum pouco de fantasmas. Queria que fosse importante e tivesse significado, queria que fosse bom e houvesse espaço para algo melhor. Portas perdidas, memórias fechadas, casos encerrados.

Queria ter um final mais feliz. Uma nova chance, novos momentos. Um olhar. Verde, mel, caudaloso, bonito. Seu olhar. Meu sorriso. Luz. Ah, como era show de bola!

Perfume. Seu nariz no meu pescoço. Palavras feias, as duas, nariz e pescoço. Mas como era bom sentir você sentindo meu perfume. Tem lugares e lugares, coisas feitas para determinados lugares. Nos dias bons, meu pescoço era o melhor lugar para o seu nariz. Meus lábios nos seus, mordendo, chupando, beijando. A poesia nasce daquilo que choca e tão pouco parece poético. Nasce também da sua risada. Nascia, quer dizer. O bonde passou. O trem partiu. A fila andou. Mas algo ficou. Saudosa e salgada, sua pele me faz uma tremenda falta.

Outra coisa que sinto saudades, era quando eu falava bonito e você se apaixonava. Agora, falo feio e você me tira de idiota. As coisas mudaram para bem pior. Meus braços e olhos doem, sinto saudades de te abraçar e falar contigo. Não pelo que já passou, mas pelo que você era, ou sei lá o quê…

Cada coisa doida que acontece na noite, cada onda de prazer que invade o corpo, sorvendo tudo como nunca antes sorvi. Pena que nada me preenche tanto quanto me preenchia o seu olhar.

 

Ao menos, ainda tenho jeito com as palavras. Que venha a fama, então, pois você me parece bem longe e bastante resolvida.

 

Que pena, meu bem, que pena…para mim.

Por toda a noite e a noite toda. (ou Bem lá no topo)

Posted in Conto with tags , , , , , , , on 15/11/2009 by caioguilherme

Por toda a noite e a noite toda.

(ou Bem lá no topo)

Por: Caio Guilherme

 

I

 

Era noite e os prédios bem altos, tocavam as estrelas e os aviões que passavam pelos céus. Jaime, no topo de um deles, tentava tomar fôlego e recobrar um pouco da consciência, depois de ter subido as escadas até lá em cima. Estava sem ar, mas não se sentia cansado, sua situação era exatamente oposta, estava sem ar por não conseguir se cansar. O corpo explodia em energia, transbordava em sangue vermelho e quente. Tudo parecia denso, a atmosfera era tensa e intensa, com a lua lhe convidando para um passeio amoroso.

Jaime não era sensível, muito menos poeta. Advogado promissor e simpático, vivia a vida como a tradição mandava, entre ternos e gravatas, leis e artigos e incisos, tribunais, escritórios e clientes escroques. Ganhava um bom dinheiro, namorava uma boa moça e, num milagre de autoconsciência hegeliana, estava no Mundo fazendo o que fora feito para fazer, viver sem dialética. Até aquela noite sua vida era bem assim, normal.

Saiu de casa com seu cachorro, olhou para a Lua, ela olhou para ele e pronto, chegou onde o encontramos agora: entre dois altíssimos prédios, sem ar, cheio de energia e com uma louca vontade de namorar os céus.

Olhou para cima, foi até a beirada do prédio, olhou para baixo. O chão se aproximava e se afastava a cada lufada de ar. o chão vinha e voltava feio, salpicado de concreto e sangue. 25 andares era o tamanho do prédio em que estava. 25 andares era também o tamanho do prédio vizinho. Vizinho não, gêmeo. Prédios gêmeos de 25 andares de altura, com Jaime no topo de um deles, sendo, desse jeito, a única diferença entre os dois,  tal qual uma cicatriz que separa dois irmãos totalmente iguais.

 Tomou alguma distância da beirada do prédio. Se não se cansava correndo por escadas, ia se cansar pulando, simples assim. Tomou distância, olhou a lua, correu e pulou.

 

II

 

Chegou ao outro lado. Chegou ao outro prédio. Sorriu e olhou a Lua. Tomou distância e pulou de novo, por que não o faria? Sentia-se bem, o chão de concreto e sangue continuou bem longe dos céus, das estrelas e da Lua, a nova namorada de Jaime. Cheio de energia e sangue fervente, Jaime pulou de novo e de novo, cortando o ar denso como uma faca quente cortaria manteiga. Pular era bom, algo bem bacana. Poderia ficar assim a vida toda, pulando e pulando e pulando e namorando a Lua.

Pulou de novo, chegou lá no primeiro prédio de novo, só para pular de novo. E assim foi por toda a noite e a noite toda. Namorava a Lua entre pulos e tomadas de fôlego. Ter energia era bastante legal.

O sol chegou, a Lua se foi. A escuridão deu lugar a luz e Jaime voltou para casa, estava cansado e precisava dormir.

Cara leitora,

Posted in Crônica with tags , , , on 28/10/2009 by caioguilherme

Cara leitora, tudo bem?

 

Ontem percebi que o que eu mais quero nesse Mundo, nesses últimos tempos, é tomar uma boa dose de tequila, no seu umbigo! Sim, sim, quero tomar uma boa dose da maior especialidade mexicana em cima do seu forninho de bebês, da sua barriguinha! Seja ela cheia ou vazia demais, o que importa somos nós dois e a tequila!

A doce tequila que desce suave depois do contato com sua pele e seu suor, a doce tequila que é muito mais bacana que injeção na boca e banho de chuva! Você e uma tequila depois de um dia cansativo, de trabalho, estudo e chateação!

Queria te dizer que hoje, ontem e esses dias, estou assim, assim, querendo te dar um abraço, um beijo de deixar as pernas bambas e te encher de cócegas, só e somente porque é bom, é gostoso!